Bardo Epopéia

O cigarro havia se apagado no ar

A bebida encostava na blusa de tartan

Meus sonhos tinham sido esquecidos no banheiro

E numa porta de saloon, apresentou-se fina luz

Uma reluzente donzela, com  lábios de mel e passos enérgicos

E veio, e sentou-se em mim

E em mim, discutiu com as palavras que meus ouvidos desejavam

E me fez ver o sorriso mais possível

E encontrou com astúcia, a sensação que havia se perdido em meu chakra

Quando encosto-me em seu corpo, e não falo só de sexo

Não puxo ou sou puxado

Fico no meio termo, no perder e ganhar, no reproduzir, no entrelugar

Algo de concreto-inconcreto provável-improvável fecunda

O equilíbrio do Yin, do Yang

Uma nova energia, inédita: a nossa!

Um comentário sobre “Bardo Epopéia

  1. No dia em que as suas madeixas estiverem novamente no horizonte dos ombros, a donzela retornará.

    A força sobrehumana de Sansão, estava em seus cabelos.

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