Kerouac Vs o Ocidente

Cada vez mais fico impressionado com a vida rídicula que tentam forjar para nós. Depois que a televisão invadiu a vidraça de nosso país, ninguém mais quer se encontrar nas ruas, ninguém mais quer pensar por si. Minha mãe chega em casa exausta da maldita fábrica de sapatos e gasta sua vida em mais algumas horas de TV. Eu sempre falo pra ela “Mamãe, o lixo que isso produz na nossa cabeça não compensa esse prazer barato. Eles só querem saber de controlar sua vida!”. Que nada Jean, diz repetidamente, que mal pode fazer um romance, um jogo de adivinhação ou mesmo, as notícias? Afff… ela nunca vai entender.

Se ligo o rádio, um imbelcil fica vociferando o que é certo ou errado o tempo todo. Quando tocam música, colocam essa moda insuportável de cantores italianos imitando músicas americanas. Acabaram com o beebop, os anos 50 transformaram o jazz em algo além das rádios comerciais, elas não querem saber de músicas inteligentes e com o verdadeiro beat em seu âmago. Os produtores agora só pensam em lançar quatro ou cinco idiotas sedutores de adolescentes, com letras irracionais e que não completam de forma alguma o espírito de quem não se aliena. Tenho pena daqueles que virão. Imaginem os anos 70, 80, como será no futuro, acho que irão vender músicas para crianças. As pessoas sérias não se interessarão por nada que mostrarem a elas.

Ah, tudo bem. Tem o cinema. Hahaha… quer máquina de ilusão mais perfeita? Washigton, WallStreet e LA são o mesmo lugar no mapa. Nada que sai de Hollywood é sagrado. O profano e a corrupção, por menores que sejam, são partes integrantes do jogo de produção, distribuição e exibição. As histórias são sempre as mesmas e as mulheres, sobretudo são as mais paradoxais. As narrativas colocam a diva em seu lugar de objeto, a buceta das deusas é algo requerido constantemente. Por outro lado e em função disso, a mulher é condenada como num sermão. É ela a prisão e a perdição. Não tem escapatória, ou serve ou será ferida. Fiquei sabendo que em países árabes, até hoje, 1967, ainda existem mulheres que são mortas por adultério. Elas valem meio homem. A sua palavra nunca será ouvida com maior respeito que a de um adolescente com pinto inchado. Se lá no oriente tacam pedra, por aqui, sauvizam a punição e o vigiar através do cinema. Mas o resultado é o mesmo: uma sociedade machista, misógena e em verdade verdadeira, que não gosta e não curte a mulher. É uma pena. Espero o dia em que os homens de verdade irão se ajoelhar e mostrando toda devoção, deliciarão as mulheres com o músculo que fica entre os lábios, escondido na boca.

Há em mim alguma coisa que me aproxima delas. Não consigo vê-las como inferiores. Aliás, até me enxergo e aos outros machos como menininhos sedentos pelos doces que carregam debaixo da blusa e do vestido. Mas não é só por isso. É que elas são capazes, as únicas que sacrificam o espírito por aquilo que realmente acreditam: na sensibilidade do ser humano, na potência oculta que inunda a alma de sutilezas e de uma beleza incrível. Há algo mais belo que o conjunto cintura, coxas, cona de uma mulher feita? Nunca vi!

2 comentários sobre “Kerouac Vs o Ocidente

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