Os Beats estão de volta! As vias fluidas do mundo tecnológico chamam do além-túmulo o mito da liberdade incondicional. A geração beat, os beatniks, inflaram o mundo careta e sectário do pós-guerra com uma literatura ousada e transgressora. Apesar da geração perdida ter dado seu recado e do existencialismo francês, reafirmado Kafka, a trupe do bebop Junkie, Kerouac, Gisberg, Burroghs e Cassidy marcou o fim do formalismo acadêmico e hipócrita da cultura ocidental. Talvez deveras incompreendidos, transformaram-se em hino à liberdade e à libertinagem, tudo isso retransmitido pela geração vindoura e criativa dos anos 60. O mundo agradece a volta desses mitos às prateleiras e às mentes inocentes, imersas nas amarras digitais da controladora liberdade do século XXI.
Sem dúvida, On the Road foi uma sensação midiática que se infiltrou na ação de milhares de jovens Uma pena a obra desses gênios terem sido barrada na época da ditadura. Entretanto, nos anos 1980 da abertura democrática, alguns daqui conseguiram os direitos autorais para publicá-los, o que ocorreu apenas após 2003, 2004. A L&PM contribuíu para a minha felicidade ao disponibilizar Kerouac e cia em livros de bolso que dá pra comprar com o dinheiro do bolso. Fiquei viciado e hoje tenho todos da coleção e ainda outros como “Cidade Grande, Cidade Pequena” e “Visões de Cody”. Além da editora gaúcha, recentemente a Companhia das Letras lançou “E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques”, obra descoberta recentemente e escrita a quatro mãos: K e Burroughs.
Segue uma lista de livros lançados no Brasil:
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